sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Porto Triste te quero Alegre


Porto Triste te quero Alegre
como era alegre o travesseiro
onde repousavas em meus sonhos
Guíaba rio que outra coisa não é

Ainda hão de taxar tuas folhas
se nos lábios se transformam
em melodia registrada
(e se nas cabeças ecoa a mesma melodia
hão também de taxar o pensamento?)
Bem-te-vi, passarinho poeta
voa-que-voa muito adiante
que prá quem hoje senta no mesmo banco
como criança no colo da mãe
(natural ou adotiva)
rotular de vagabundo
é a menor das puniçōes

Que mal fizeste, menina bonita
de mãos dadas com teu namorado
não escondendo que estavas feliz?

Triste cidade baixa cabisbaixa
a bela vista que te opina
não prova da tua calçada
porque não cabe num apartamento

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