Porto Triste te quero Alegre
como era alegre o travesseiro
onde repousavas em meus sonhos
Guíaba rio que outra coisa não é
Ainda hão de taxar tuas folhas
se nos lábios se transformam
em melodia registrada
(e se nas cabeças ecoa a mesma melodia
hão também de taxar o pensamento?)
Bem-te-vi, passarinho poeta
voa-que-voa muito adiante
que prá quem hoje senta no mesmo banco
como criança no colo da mãe
(natural ou adotiva)
rotular de vagabundo
é a menor das puniçōes
Que mal fizeste, menina bonita
de mãos dadas com teu namorado
não escondendo que estavas feliz?
Triste cidade baixa cabisbaixa
a bela vista que te opina
não prova da tua calçada
porque não cabe num apartamento
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